QUAL O MELHOR PROFISSIONAL PARA DIAGNOSTICAR E TRATAR O TDAH?

Pergunta muito comum, a resposta serve tanto para adultos quanto para crianças.

Quando há a suspeita de TDAH o primeiro profissional a ser procurado é o Neurologista ou Psiquiatra (ou mesmo o Neuropediatra, quando em crianças).

O exame é predominantemente clínico, com anamnese (perguntas específicas sobre o passado do paciente), e avaliação dos prejuízos causados pelo transtorno na vida do paciente.

Todavia, para ajudar a fechar o diagnóstico e não deixar nenhuma comorbidade passar despercebida, é recomendável que uma equipe interdisciplinar acompanhe o diagnóstico, ou seja, psicólogo, psicopedagogo e fonoaudiólogo poderão ser necessários nesta etapa. De acordo com o DSM-V, a partir dos 4 anos de idade já existe maior segurança quanto à precisão do diagnóstico, visto que os comportamentos analisados podem ter diferentes causas, difíceis de distinguir em uma criança muito pequena. Já Russell Barkley e Sylvia Maria Ciasca recomendam que um bom diagnóstico seja feito a partir dos 7 anos, lembrando que o diagnóstico é um processo e não um fim.

Fechado o diagnóstico, o relatório médico deverá ser elaborado com base no parecer dos demais profissionais envolvidos. Neste relatório deverão conter as recomendações sobre intervenção em casa e na escola. A escola deverá receber uma cópia deste relatório e deverá seguir as orientações da equipe.

Caso a escola se recuse a seguir as orientações e adaptações, os pais devem recorrer à secretaria de educação do seu estado, ao artigo 209 na Constituição Federal, que deixa claro que escolas particulares devem ser inclusivas igualmente às escolas públicas, e jurisprudências.

“É possível que somente minha psicóloga faça o diagnóstico?”
“É possível que somente meu neurologista faça o diagnóstico em 1 única consulta?”

Sim, é possível, mas é importante deixar claro que as boas práticas PEDEM a equipe interdisciplinar, principalmente em crianças, para aumentar as chances de um diagnóstico sem furos, ou falso-positivo.

Um diagnóstico ruim, mal feito, às pressas, sem identificação de possíveis comorbidades, pode colocar por terra o tratamento da criança ou adulto, pois pode ser totalmente ineficaz nos procedimentos ou medicamentos caso seja ignorado alguma comorbidade ou mesmo um diagnóstico equivocado.

O tratamento ideal deve compor em, pelo menos, acompanhamento médico periódico (a cada 30, 60 ou 90 dias, de acordo com cada caso), e acompanhamento psicológico semanal, de 1 hora, de preferência com especialista que aplique a Terapia Cognitiva Comportamental ou técnica de EMDR (recomendada a adultos com TDAH).

Mais vídeos sobre diagnóstico você pode encontrar em nosso canal do Youtube: TDAH Descomplicado, no vídeo número 40 “Guia de Diagnóstico”.

Abraços,

Yuri Maia

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